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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Votos Matrimoniais Perfeitos...

Ela: "Prometo nunca sair da cama sem antes dar bom-dia, deixar você ver os jogos de futebol na tevê sem reclamar, ter paciência para ouvir você falar dos problemas do escritório, ter arroz e feijão todo dia 

no cardápio, acompanhar você nas caminhadas matinais de sábado, deixá-lo em silêncio quando estiver de mau humor, dançar só pra você, fazer massagens quando voc...ê estiver cansado, rir das suas piadas, apoiá-lo nas suas decisões e tirar o batom antes ser beijada".

Ele: "Prometo deixar você sentar na janelinha do avião, emprestar aquele blusão que você adora, não reclamar quando você ficar quarenta minutos no telefone com uma amiga, provar a comida tailandesa que você preparou, abrir um champanhe no final de tarde de domingo, assistir junto o capítulo final da novela, ouvir seus argumentos, respeitar sua sensibilidade, não ter vergonha de chorar na sua frente, dividir vitórias e derrotas e passar todos os Natais do seu lado".
Sim, sim, sim!!!

Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação aos finais de semana já desisti faz tempo. Tô fora de dançar os hits das rádios e ter meu braço ou cabelo puxado por um garoto que fala 'tipo assim', 'gata', 'iradíssimo'. Tinha me decidido a banir a palavra "balada" da minha vida e só sair de casa para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho. Mas a verdade é que por mais que eu ame minhas amigas, a boa música e um bom filme, sinto falta de um amor. Me pergunto onde foi parar a única coisa que realmente importa e é de verdade nesta vida: a tal da química. Mas então onde, meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindoo mais idiota de todos? Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredom lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito. A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí?
Tati Bernardi
"...Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquie

tava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava. Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo. Não sinto saudades do seu amor
, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu. Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo. Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza. Sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter. Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria..."
É verdade que eu já terminei relacionamentos por achar que merecia mais, e de fato merecia. 
Não é prepotência, longe de mim. 
Só que quando você sabe que vale muito, você passa a não se contentar com pouco entende? A menos, claro, quando você tá burra, idiota e cega de amor, o que é um caso à parte. 
Às vezes tenho curiosidade de saber como as coisas teriam sido, mas acho que relacionamento antig

o… é uma coisa que não se revive sabe? Dificilmente dá certo!
É muito bonito em novela, mas quando você volta com um ex você se lembra claramente e a todo segundo o porquê de vocês terem terminado.
Obviamente eu não quero alguém perfeito, me dá tédio só de pensar em alguém fazendo tudo certo sempre. Aprendi a conviver com as diferenças e até admirá-las.
Mas, definitivamente, não aceito ter metade de alguém, ser meio amada, sobreviver de migalhas num relacionamento falido ou fadado a falência.
Aliás, não quero ter nem ser de ninguém.
Quero algo além desse sentimento de posse, quero a entrega todo dia, por vontade própria.
Sem contratos de amor eterno.
Que o meu alguém tenha mil defeitos, seja o oposto de todas as minhas idealizações, mas que me ame com o coração e a alma, me respeite, cuide de mim, me proteja.
Sem sufocações, sem pressões, um amor leve e sem cobranças.
Que a gente não criasse vínculos de dependência, mas que o nosso vício fosse nós.
E que seja eterno leve enquanto dure.





Tati Bernardi
“Percebi o quanto isso estava mexendo comigo à partir do momento que comecei a me encaixar em toda música que tocava no rádio, todas elas me lembravam você, bom ou ruim, você estava lá em cada uma delas.” Tati Bernardi

E a noite chegou, e com ela chegou também a carência, aquela carência que amava bater em minha porta. E como muitas noites lá estava eu, deitada em meu quarto, ouvindo aquela velha e boa musica que me fazia chorar, mas mesmo assim eu insistia em ouvi-la, estava lembrando daquelas pessoas que costumavam me fazer sorrir. Aquelas pessoas que com simples gestos já me conquistavam por inteira, mas que infelizmente foram embora, sem dar nenhuma explicação. Sabe eu fico tentando entender o porque disso, mas acabo chegando a conclusão de que nada dura para sempre, pessoas sempre vão entrar e sair da sua vida, e a única coisa que você pode que fazer é dar motivos para elas não irem embora. Mas parece que isso eu não sei fazer, sabe eu vejo tantas pessoas sendo felizes por ai com seus amores e tudo mais. Lembrava também da minha infância, a parte mais feliz da minha vida, quando a minha única preocupação era decidir qual seria a brincadeira da vez, tadinha de mim, mal sabia que tinha pessoas que brincavam com sentimentos também. Me lembrava de quando eu chegava em casa com os joelhos ralados e não o coração, e era tão bom, era só passar merthiolate que sarava. Ah como era boa aquela época, tudo era colorido, tudo era motivo de sorrisos, brincadeiras. Eu saia para brincar e voltava toda suja, mas nem me preocupava com isso. Eu fico pensando como a infância é linda, afinal crianças são pessoinhas tão pequenas mas possuem um coração tão grande, muito maior do que de muita gente por ai. Fico pensando em como uma pessoa tem coragem de magoar esse coraçãozinho tão puro. Mas enfim, aquela criancinha cresce, vai vendo quem são os verdadeiros amigos, e que ela não tem tantos assim como pensava ter, na verdade ela tem bem poucos. Vai vendo como é o mundo realmente, que na verdade é muito diferente do que ela imaginava. Vai caindo, sendo pisada, enganada, mas é assim que ela também vai crescendo e aprendendo a ser forte. Aqueles tapas de antes já não a abalam mais, porque ela aprendeu também a se defender, mas mesmo assim ela prefere ignorar, pois ela já havia apanhado muito e percebido que bater não era a melhor opção, apesar de que as vezes era a única. Depois de algum tempo as pessoas começaram a reclamar de sua frieza, coitadas, mal sabiam que elas eram o maior motivo da garota estar assim. Mas isso não importa, pois até mesmo antes dela se tornar fria, a sociedade também a rotulava, e vai a rotular de qualquer jeito, então nunca mude por causa dessas pessoas e seus conselhos estúpidos. Mas apesar de tudo aquela menina continuava de pé, apesar das rasteiras que a vida lhe deu, ela sempre achava um motivo que a fazia levantar. Apesar de tudo ela continuava com aquele seu sorriso no rosto e seguindo em frente, pois ela sabia que sua vez iria chegar, e que um dia todos aqueles que a deixaram para baixo, iam se arrepender de cada palavra dita. E que daqui algum tempo, ela pudesse contar para seus filhos que ela foi criticada muitas vezes, mas que ela foi forte, seguiu de cabeça erguida, para que ela poça dizer para eles fazerem o mesmo, pois se não eles nunca vão ser felizes neste mundo onde aparência vale muito mais do que caráter.
(smallimperfections)
Já parou pra pensar em como tudo isso começou? Aposto que sim. Eu te conheço bem demais pra saber que já. Você faz o tipo durão, que não lembra de datas importantes, que não se importa com os sentimentos, que não está nem aí pra o que falam de você, mas no fundo, é totalmente ao contrário. E me desculpe se estou revelando isso rápido demais, mas é que você está começando a mostrar seu lado mais “sensível”. Isso é bom. Na verdade é ótimo, pois assim posso conversar contigo mais livremente, sem precisar fingir contigo o tempo todo. Ainda bem que você percebeu que fingimentos não estão com nada! Bom, retomando para as lembranças… Você lembra da primeira vez em que nos falamos? Dia nove de fevereiro de dois mil e onze. Esse é o momento número cinco no meu top cinco de momentos preferidos contigo. Ora porque foi nosso primeiro contato, ora porque agimos como se nos conhecêssemos há anos. Tínhamos tantas coisas em comum que o assunto nunca acabava. Estávamos tão animados que começamos a conversar paralelamente e esquecemos totalmente de nossos amigos que estavam presentes ali. O número quatro foi o dia treze de março de dois mil e onze, quando a gente saiu para tomar sorvete, você sujou meu nariz, começou a me fazer pagar micos e me fez rir como nunca havia feito antes, desde esse dia comecei a te olhar de uma forma diferente. O número três foi quando nós ficamos pela primeira vez, no cinema se recorda? No dia vinte e nove de abril de dois mil e onze, o filme Águas para elefantes. Não consegui assistir nem metade do filme por ansiedade por causa do finalmente o tão esperado momento iria acontecer, nosso primeiro beijo. Fiquei tão tímida se lembra? Demorei muito tempo para conseguir e quando foi… Ah! que beijo perfeito, o melhor de minha vida! O número dois foi quando você me pediu em namoro, no dia sete de junho de dois e onze, no meio da praça de alimentação do shopping, você subiu na cadeira, eu fiquei instantaneamente vermelha nessa hora e sem saber onde enfiar a cara, você falou “Minha princesa, a muito tempo devia ter te pedido isso, mas como eu te amo tanto, esperei o momento ideal, você aceita namorar comigo?” Eu chorei tanto que nem conseguir te responder. E o número um foi no dia que você me levou para conhecer seus pais, num domingo dia dez de julho de dois mil e onze, me senti com tanto nervoso, tanto medo de ser reprovada pelos seus pais, mas tão orgulhosa, me senti tão amada por você ter me apresentado à eles, me senti especial. E não foi para menos, você me elogiou tanto para seus pais, de uma forma que eu nunca ouvi antes de ninguém, a partir desse dia a paixão virou amor […] E hoje, dia sete de junho de dois mil e doze estamos completando um ano de namoro, será que você vai bancar o durão e fingir que não se recorda nesta data também? Espero que não pois estou muitíssimo ansiosa. 

— Taynna C. + Michelle