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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Eu acho que a grande ironia dos relacionamentos é o comecinho de tudo. Mais especificamente, aquele "Nossa, você é incrível, como os outros puderam ser tão babacas com você?". Nunca sabem, mas sempre fazem três vezes pior. E eu nunca sei quantas vezes cada um pronunciou o discurso mágico do pra sempre, mas eu sei quantas vezes eu ouvi e como tudo isso sempre termina. O grande problema de muita gente é achar que sabe amar, mas passar longe disso. É o pior tipo, porque eles não estão dispostos a aprender, já sabem, estão certos e fim. Gente que carrega uma idealização engessada e tenta jogar o outro no meio, moldando, aperfeiçoando, consertando o que não tá quebrado. Só que o meu grande problema é que eu sou livre demais pra me encaixar nas vontades de alguém. Livre demais pra viver atrás de grades. Amor não é jaula. E eu não sou um animal de estimação, não preciso ser domesticada. Sou fiel porque eu sou assim, fiel aos meus sentimentos e principalmente a mim. Sem precisar de coleira. É só por isso que eu fico e por isso também que eu vou embora. E se eu escolho ficar, meu Deus, é o máximo que eu posso fazer. Não vou me anular e entregar a minha vida nas mãos de ninguém. Mal sabem cuidar deles próprios. Amor não é aquilo que tudo suporta, que pede, suplica, implora. Amor é nenhum dos dois irem embora, apesar das portas abertas. O resto é besteira da boca pra fora e isso eu dispenso, obrigada. Aconteça o que acontecer, eu não morro. E não saber lidar com isso, não é um problema meu, é ego deles. A grande doença do século XXI, só importa o poder, a posse, ganhar, dominar e exibir. Não sou troféu. Não sou uma poodle. Não sou desse tipo de mulher pequena, que se carrega no bolso. Graças a Deus! Sorte a minha. Azar o de vocês.

Marcella Fernanda

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