Páginas

sábado, 22 de junho de 2013

Acredito eu que amar alguém é sim aceitar os defeitos do outro. Você vai se machucar, vai se decepcionar. Amar é se submeter a dor, um fato! Mas pensa... Há no mundo algo mais prazeroso que chegar da noitada, levemente alcoolizada, caminhando de mãos dadas? E acordar cedo no domingo para ir a feira, se abrindo para todas os pastéis, caldos de cana e dvd's piratas. Lindo não? Passar a tarde no sofá, vendo filme, fazendo carinho e mantendo a saúde e higiene das unhas dos pés de alguém. Mágico!!!!! Então... era isso. Só queria dizer que o amor é mesmo incrível!
Eu nem sinto tanto a tua falta. Eu sinto falta de quando acordava com tua mensagem de bom dia me pedindo um sorriso. Ou de quando você me ligava tarde da noite perguntando se eu estava dormindo e, mesmo que estivesse eu dizia que não, porque não queria correr o risco de não te colocar pra dormir ou não ouvir tua respiração do outro lado da linha. Eu sinto falta de quando, no meio de uma conversa, a gente ficava em silêncio e você soltava aquela tua risada que eu tanto adorava: simples, discreta, de quem pensa alguma coisa e não quer falar. E você nunca falava. Sempre me deixava com um milhão de pensamentos e incertezas. Mas, ao mesmo tempo, me fazia achar graça por imaginar teus olhinhos pequenos me olhando e acabava rindo junto. Eu sinto falta de quando ficava doente ou sentia dor de cabeça e você brigava comigo por não me cuidar direito. Você me ligava pedindo para que eu tomasse remédio, e eu dizia que não. Mas, você batia o pé dizendo que só iria desligar quando me escutasse tomando. Eu insistia dizendo mil vezes que não. Em outras, dizia que já havia tomado. Mas, nunca consegui te enganar. Você sempre sabia quando eu estava falando ou não a verdade. E me ganhava, mais uma vez. E eu? Eu achava a coisa mais bonita do mundo esse teu jeito implicante, de quem cuida por querer o bem. Eu sinto falta de quando escutava teus planos e, sem esperar, te ouvia colocando meu nome entre eles. Era um futuro tão incerto como nós dois. E, que parece tão mais errado agora, com você longe de mim. Eu sinto falta de quando eu tinha você para contar tudo o que acontecia comigo. Falta da tua presença, da tua companhia, da tua cumplicidade. Mas, falta de você? Não. Juro que não. Eu sinto falta de quando você ficava emburrado quando um garoto qualquer me elogiava e eu agradecia. Eu te perguntava se era ciúmes e você respondia com a maior pose de durão dizendo que não, porque você não sentia ciúmes de mim. Eu não falava nada e, minutos depois, você mesmo mudava de ideia dizendo que era ciúmes sim. E que eu era tua. Eu sinto falta do que eu quase fui para você. Falta do que nós quase fomos. Falta de quase chegar perto de ter você como eu queria. E, mesmo sabendo que nunca daríamos certo, sinto falta de acreditar nas tuas palavras. Mesmo que nunca, nenhuma vezinha, eu tenha ouvido alguma promessa vindo de você em relação a nós dois. Sempre fomos incertezas. E eu sempre me alimentei delas. Talvez, seja por isso que eu sinta tanta falta. Não de você. Mas, desse quase que nós sempre fomos. Dessa metade que não me deixa ser inteira em nada. E não me deixa ser inteira com ninguém.
— Plenitude.
" Guarde suas expectativas. Ou se possível, não crie expectativas. Se você espera muito e nada acontece, você se decepciona. Se você espera nada e algo acontece, você se surpreende. Você vai perceber que tudo pelo qual você se preocupou foi apenas perda de tempo. Se der certo, você se preocupou com tudo à toa. Se der errado, você se preocupou com algo que nem valia a pena ter investido o seu tempo. Pare de criar expectativas, pare de se decepcionar e se surpreenda. "
“Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo.”
— O Amor, Tati Bernardi.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

“Eu tenho medo de acreditar em você, de te desejar tanto, tanto e acabar descobrindo que eu ainda tenho um coração e que ele ainda pode amar muito alguém. Não, eu digo a mim mesma, eu não vou me apaixonar e nem desejar saber tudo ao seu respeito, querer conhecer sua mãe e ser apresentada aos seus amigos. Você não sabe, mas quando eu chego em casa eu repasso cada palavra que você disse, cada gesto que você fez, cada beijo seu e me pergunto se vale mesmo a pena. E, o pior, é que vale.”
— Tati Bernardi.
"Grande parte das nossas frustrações acontecem quando a gente espera que o outro tenha as mesmas atitudes que nós teríamos em determinada situação. Mas o outro é somente o outro. Ninguém é igual a ninguém. E nunca será. E pra nos ajudar a sair do fundo do poço, porão ou subsolo… só a gente mesmo. O outro, por mais que te ame e queira teu bem, não pode fazer isso por ti. Nem que ele quisesse." Clarissa Corrêa
Mas to me divertindo, ué. Não é isso que mandam a gente fazer? Quando a gente chora e escreve aquele monte de poesia profunda. Quando a gente se apaixona e tudo mais e enche o saco dos amigos com aquela melação toda. Não fica todo mundo dizendo pra gente parar de tanto drama e se divertir? Poxa, to só obedecendo todo mundo (...) Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela. 
Tati Bernardi