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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

“A Julieta era uma idiota. Porque ela se apaixona por aquele cara que ela sabe que não pode ter. Todo mundo acha isso tão romântico: Romeu e Julieta, amor verdadeiro, que triste. Se Julieta foi burra o bastante para se apaixonar pelo inimigo, beber uma garrafa de veneno e ir repousar num mausoléu, então ela teve o que merecia, e até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma ques
tão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz. Você pode desperdiçar sua vida construindo barreiras e fronteiras ou então você pode viver ultrapassando-as. Mas há algumas que são perigosas demais para serem cruzadas. E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a se arriscar, a vista do outro lado é espetacular.”
— Grey’s Anatomy
“Me nego a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Algo entre uma santa e uma pilantra. Desde que no controle e irritada. Agora, não quero mais nada. De verdade. Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. Eu quero não sentir. Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Mas tudo meio que por osmose. Nada pessoal. Algo tipo fantoche. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade. O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir e cagar pra ele. Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. O trator da felicidade. Atropelei o mundo e eu mesma. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e…quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo.”
— (Tati Bernardi)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


“Entenda, é tudo novo pra mim. Nunca precisei tanto de alguém como preciso de você, nunca desejei tanto um sorriso como desejo o seu, nunca esperei tanto por um beijo como espero pelo seu. Eu nunca fui tão eu mesma como sou com você. Perdão se às vezes meu jeito infantil de reagir te assusta ou te incomoda. Repito, é tudo novo para mim. Sinto-me uma criança confusa diante desse sentimento, sinto-me frágil diante do medo de te perder, sinto-me pequena diante da perfeição que a cada dia descubro em você, sinto-me cega diante da luz e magia que flui naturalmente dos seus olhos e do seu sorriso. Eu não sei o porquê de tudo isso. Não compreendo a imensidão do meu desejo. Desculpe pela infantilidade que te amar despertou em mim.”
— Caio Fernando Abreu.

“À propósito, te agradeço. Não por ter me magoado e ido embora como se nada tivesse acontecido, mas por ter me ensinado a ser mais forte. E menos tola.”
— Tati Bernardi. 
“Não adianta implorar para ninguém ficar, fica quem quer. E é por isso que estou deixando você ir. Não estou desistindo, nem sendo fraco. Deus bem sabe o que se passa dentro de mim. Sabe de todas as orações que faço aos prantos, sem resposta. Ou talvez essa seja a resposta: deixar você ir. Eu errei, você errou, erramos. E ajoelhar aos seus pés não muda nada, só tortura mais. Então vou sumir um pouco, te bloquear da minha mente. Não quero ouvir notícias suas, nem boa nem ruim. Não vou responder mensagem, não agora. Você precisa sentir falta, precisa ver se realmente me quer. E não é que eu vou estar aqui te esperando, mas amor não acaba fácil. E ainda que eu esteja sendo forte, se você voltar, eu deixo você entrar. Mas cada dia a mais, é algo a menos. E a verdade, você sabe, se tiver que ser, daqui 10 anos a gente se encontra. Boa sorte sem mim.”
Naquele  dia que você não estiver procurando por ninguém, naquele dia que você não ia sair de casa e acabou colocando a primeira roupa que viu pela frente, quando você não estiver procurando, você vai achar aquela pessoa que faz você sentir que poderia parar de procurar.
— Caio Fernando Abreu.



Nunca soube dizer ‘não’. Sempre fui fácil de ganhar. Não de entender, mas sim de ganhar. Demorou demais até entender a diferença entre uma mão que só quer afagar e uma que se disfarça para machucar. Sou tão sensível a qualquer indício de carinho. E nunca soube dizer não para quem me pedisse qualquer coisa sorrindo. Sorrisos também são o meu ponto fraco. Ah, essas minhas carências que se tornam fraquezas! Eu sou sem jeito demais, confesso.
— Camila Costa.