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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

“O que eu peço é que você seja sempre de verdade também. Que me queira assim, imperfeita e cheia de confusões. Que saiba os momentos em que eu preciso de uma mão passando entre os fios de cabelo. Que perceba que às vezes tudo o que eu preciso é do silêncio e do barulho da nossa respiração. Que veja que eu me esforço de um jeito nem sempre certo. Que veja lá na frente uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opções e curvas. E que aceite que buracos sempre terão.” 

— Clarissa Corrêa.
“Você faz faxina em seu escritório, em sua bolsa, em sua casa, mas não faz uma faxina em tudo o que perturba a sua alma. Você não desliga a sua mente, não gerencia seus pensamentos e vive fazendo velório antes de morto. O que significa isso? Significa sofrer por antecipação, viver problemas que ainda não ocorreram e que talvez nem ocorram.” 

— Augusto Cury
“Desejo a você: Cheiro de jardim. Namoro no portão. Domingo sem chuva. Segunda sem mau humor. Sábado com seu amor. Filme do Carlitos. Chope com amigos. Crônica de Rubem Braga. Viver sem inimigos. Filme antigo na TV. Ter uma pessoa especial - e que ela goste de você. Música de Tom com letra de Chico. Frango caipira em pensão do interior. Ouvir uma palavra amável. Ter uma surpresa agradável. Ver a Banda passar. Noite de lua cheia. Rever uma velha amizade. Ter fé em Deus. Não ter que ouvir a palavra não. Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança. Ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado. Escrever um poema de amor, que nunca será rasgado. Formar um par ideal. Tomar banho de cachoeira. Pegar um bronzeado legal. Aprender um nova canção. Esperar alguém na estação. […]Uma festa. Um violão. Uma seresta. Recordar um amor antigo. Ter um ombro sempre amigo. Bater palmas de alegria. Uma tarde amena. Calçar um velho chinelo. Sentar numa velha poltrona. Tocar violão para alguém. Ouvir a chuva no telhado. Vinho branco. Bolero de Ravel. E muito carinho meu.” 

— Carlos Drummond de Andrade.
“O engraçado de sentir saudade de alguém que você ama são as lembranças. Nessas horas só vem as coisas boas. Momentos bons que vão durar para sempre dentro de você. As qualidades, que as vezes a pessoa nem tem mas nós simplesmente inventamos só porque estamos com saudades… Quase sempre eu me pergunto onde foi parar as lembranças das nossas brigas por nada, das suas crises de ciúmes, das suas criancices, das merdas que você já fez - e que não foram poucas, porque aqui amor, aqui não está.”
“Sobre isso de “quem-machuca-quem”. Não há muita saída, há? É como duas pessoas que se jogam em queda livre, dividindo o mesmo paraquedas, uma só cordinha. Se alguém achar que está indo rápido demais ou que já estamos meio perto do chão, adianta consultar o outro? Não, você abre a lona e respira. Azar se o parceiro estava curtindo o vento na cara e a paisagem azulada do céu.” 

— Gabito Nunes.
Eu quero você porque eu preciso finalizar o que comecei, por causa dessa necessidade, maior que eu, de fechar ciclos. E agora tenho necessidade de você, porque meu lado sujo e mesquinho não admite que as coisas acabem assim, tão jogo perdido pra mim. Mas escuta a loucura: em algum canto dentro do peito, eu ficaria feliz se você resistisse a toda pele que a gente tem, porque eu me sentiria aliviada e acreditada – novamente - no amor fiel. Na vida monogâmica e feliz. Coisas que me fizeram desacreditar faz tempo e já nem me doía esse conformismo. Me prova que você é feliz a dois, que a mesma mulher te completa por todos esses anos. Você é, veja bem, mais do que uma conquista, mais que um jogo. É uma última pontinha de esperança nessa vida imensa e cheia de gente pequena. Quero você no limite, me salvando de toda essa descrença ou, finalmente, se rendendo a mim. Porque você é encrenca de ouro pra minha coleção. Porque todos os meses de provação me deixaram tão envolvida nisso tudo, que eu preciso sentir teu gosto, antes de te perder de vista. E, principalmente, deixar meu gosto em você. Eu quero muito, quero tanto, mas já que a minha disputa é com o amor, eu também aceito perder.

Marcella Fernanda

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Eu gosto de quando a felicidade não se anuncia. Ela vai invadindo, chegando sem pedir, tomando conta, deixando o ar leve e contaminando. Desse jeito, não há tempo para sentir medo ou frear. Quando vê, já se é feliz! Sente-se que é feliz. Não se corre o risco de estragá-la antes do momento ou fechar as portas para ela. Ninguém a vê. Ela é invisível demais para os nossos olhos descrentes. Por isso, gosto do jeitinho atrevido dela de chegar sem ser percebida. Gosto de um dia descobrir que aquele sorriso sem motivo, é só a felicidade.