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sexta-feira, 7 de junho de 2013

" Parece que o mundo mudou em um ano. Ou talvez tenha sido apenas eu. Hoje eu já nem consigo ouvir mais aquela música que eu dizia que era minha favorita. Olho para as fotos antigas e não reconheço mais “eu”. É estranho olhar para trás e não reconhecer mais quem você era. Mas ao mesmo tempo é ótimo saber que mudei e que estou apto a mudanças. Acho que viver é isso. Viver é mudar. Você não é o mesmo de ontem, e nem o mesmo de amanhã.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo. 
— Mário Quintana.
“A gente sempre sabe quando o fim está próximo mesmo antes dele chegar. Assim como a gente sabe que está pra chover, o desapego também deixa sinais. É o telefone que perde a frequência, o assunto que desaparece. A gente sempre sabe quando já perdeu. A questão é que ninguém está pronto pra dizer adeus.”
— Querido John
Eu teria amado você. Das seis da manhã até a meia noite. E durante meu sono, nos sonhos que você nunca deixou de aparecer. Eu teria amado você. Com suas olheiras e seu mau-humor matinal. As palavras grosseiras, a cara amarrada, os pedidos de silêncio. Nada disso teria importado. Ainda assim, eu teria amado você. De segunda a sexta-feira. Nos sábados de balada. E até nos domingos infernais. Eu teria amado você assistindo aos seus jogos de futebol ou até vendo Faustão. Eu teria amado você quando você dissesse que ainda não me amava. Ou quando tivesse medo de se jogar de cabeça em uma relação. Eu teria amado você quando fugisse de mim, sem saber se era mesmo isso que queria para sua vida. E também quando voltasse, por saber que uma parte de mim já tinha ficado aí dentro. Eu teria amado você cada vez que deitasse ao meu lado, me abraçasse ou ficasse em silêncio sem saber o que dizer. Eu teria amado você quando você olhasse para o lado. Quando visse uma mulher bonita passando e não conseguisse disfarçar. Eu teria amado você até nas nossas brigas. No seu jeito imaturo de levar um namoro. Nas verdades que jogaria na minha cara sem ter medo de quebrar meu coração. Eu te perdoaria. Porque eu teria amado você até quando você me magoasse. Eu teria amado você com a sua cara amarrada. Com suas frases secas. E suas respostas monossilábicas. Eu teria amado você quando você ainda nem soubesse que o que eu sentia era amor. Eu teria amado você com suas falhas, seus erros, seus medos e seus traumas. Eu teria amado você inteiro, sem que você nem tivesse pedido. Bastava que você tivesse escolhido ficar, e eu teria amado você. E se você quisesse, eu poderia ter te amado para sempre. Se você não tivesse ido, eu poderia ter amado você. E teria deixado de fingir que, em silêncio, mesmo sem você nunca ter ficado, eu amei você sempre. E ainda te amo.
“Recebi uma mensagem dizendo: “A gente não da certo juntos…” E minhas borboletas do estômago queriam ser libertadas pela minha boca, mas logo em seguida chegou outra: “… E muito menos separados. Volta?”. Alguém que consegue me partir em vários pedaços e me juntar em questão de segundos é um perigo.”
— Thiara Macedo.
“No fundo ele precisa que uma garota de coração bom passe suas camisas e dê um jeito nessa cara de menino sujinho. Um dia ele se toca, e eu quero estar aqui pra ver.”
— Gabito Nunes.
“Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo.”
— O Amor, Tati Bernardi.