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quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Vocês se conheceram do nada, ele foi te conquistando aos poucos, você foi se apaixonando e se acostumando a falar com ele todos os dias, contar da sua vida e dos seus problemas. Ele dizia o que você queria ouvir, te beijava como ninguém e te lembrava todo o tempo do quanto você é linda e do quanto ele tinha sorte de ter você. Você amava as cenas de ciúme dele, mesmo negando e ele sempre surgia nos assuntos das rodinhas de suas amigas. Você sorria boba quando ele te mandava mensagem e já até imaginava vocês juntos pra sempre. Mas aí ele foi diminuindo o contato, falando cada vez menos e cada vez mais surgiram recados de outras mulheres nas redes sociais dele. Você perguntava se algo tinha acontecido e ele dizia áspero que não, que estava tudo bem. Você se sentia impotente porque não entendia como a situação tinha se invertido assim e pedia a ajuda de suas amigas, que diziam em uníssono que ele não prestava, que ele ainda era um menino, não um homem. Mas você não se dava por vencida, ainda o procurava, ainda tentava manter o contato, até que….Até que não deu mais. Até que as suas reservas de força se esgotaram e você já não conseguia mais fingir que estava tudo bem. Então você decidiu que iria tirar ele da sua vida e tentou até. Mas não conseguiu. Não conseguiu porque ninguém no mundo se parecia com ele e isso era uma merda. Porque ninguém era ele e o que você precisava era dele. Hoje vocês nem se falam mais, só que você ainda lembra de vez em quando e pede baixinho pra que um dia tudo volte a ser como antes. Ele foi mais um que passou na sua vida, mas diferentemente de todos os outros que passaram, ele ficou.
Camilla Paixão
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
"Uma coisa é fato: o mundo dá voltas. E voltas largas, decisivas, que mudam tudo. Tal informação pode ser vista de duas maneiras: como um ponto de esperança ou um aviso de cuidado. Culpa de quem? Culpa do tempo! Dele e das nossas decisões, movidas pelo que nós somos.. E por um dedo grande e milagroso do tão citado "Cara lá de cima". Por destino ou não, uma hora as coisas mudam de lugar. Por isso O valor da persistência. Por isso a importância de se preservar aquilo que se é, de cuidar do que e de quem se tem; Num dia você tem, em outro você precisa. E é assim sempre! O que é pra ser, vai ser. Se o mundo dá voltas, agarre-se e dê as voltas junto com ele. Acompanhe o percurso, não se deixe cair. E mesmo se cair, não tem problema. Segure-se de novo, um dia você volta pro lado de cima... "

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós. A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra. Mas a gente correu pra fazer piadinha sexual disso, como sempre. Aí teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer. Mas a gente combinou que não era amor. Você abriu minha água com gás predileta e meu sabonete de manteiga de cacau. E fuçou todas as minhas gavetas enquanto eu tomava banho. E cheirou meu travesseiro pra saber se ainda tinha seu cheiro. Ou pra tentar lembrar meu cheiro e ver se ele ainda te deixa sem vontade de ir embora. Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não faz o mundo inteiro ficar pequeno só porque o seu chapéu é muito legal. Não deixa eu assim, deslizando pelas paredes do chuveiro de tanto rir porque seu cabelo fica ridículo molhado. Não faz a piada do vampiro só porque você achou que eu estava em dias estranhos. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver.
A vida é engraçada, não é? Exatamente quando você pensa que conseguiu resolver tudo, justo quando afinal começa a planejar alguma coisa, a ficar entusiasmado a respeito e se sentir como se soubesse a direção em que está indo, o caminho muda, os sinais mudam, o vento sopra para outro lado, o norte subitamente torna-se sul, o leste torna-se oeste e você está perdido. É tão fácil perder o rumo, perder a direção.
Com o tempo eu aprendi porque aquele amor não deu certo, porque aquela paixão passou rapido demais, com o tempo eu entendi porque Deus não me deu tudo aquilo que eu pedi, e porque eu tive que sofrer tanto por alguem. Com o tempo eu percebi porque certas pessoas sairam da minha vida tão rapido, porque certas pessoas se afastaram. Com o tempo eu entendi o porque de tanta dor, e porque tive que perder a unica coisa que amava. Com o tempo eu percebi porque alguem entrou na minha vida tão de repente, e porque nem tudo saiu como eu desejava. Com o tempo você entende quais os planos de Deus e agradece por as coisas terem dado errado, pois sem elas você não seria quem é hoje.
E, por algum momento, eu acreditei que nós pudéssemos dar certo. Eu acreditei em nós depois de uma briga que tivemos por uma coisinha tão boba, mas você voltou pra falar comigo, só pra me contar alguma coisa sobre o seu dia. E esquecíamos a briga e voltamos a nos falar como se nada tivesse acontecido. Eu acreditei em nós naquele dia que dissemos Adeus e, no outro dia eu fui atrás de você dizendo estar morrendo de saudade. Porque eu não aguentava ficar um dia sem falar contigo. Ficava faltando algo, faltava seu “boa noite, dorme bem”, faltava você me chamando de idiota e depois dizendo que me ama. Faltava uma metade de mim, faltava você. Por isso eu esquecia de tudo, ia atrás de você e pedia desculpas. Mesmo que a culpa não tenha sido minha. Eu acreditei em nós quando ficávamos fazendo planos. Escolhíamos o número de filhos que íamos ter e até os nomes. Dizíamos que íamos casar, com toda a convicção do mundo. Eu acreditei em nós quando ficávamos conversando o dia todo e, a madrugada também. Não tínhamos assuntos, mas nunca parávamos de falar. Você me irritava, e eu te irritava mais ainda. Você me colocava apelidos idiotas e eu te dava apelidos piores ainda. Eu gostava de estar com você e, você dizia que gostava de estar comigo também. Você dizia que me odiava e eu dizia que te odiava mais. E na hora de dormir, você dizia que me amava e eu dizia que amava mais, muito mais. É por isso que eu acreditava em nós. Eu acreditava que a gente se encaixava de certa forma. Mesmo sendo diferentes, a gente se entendia como ninguém. Brigávamos por coisas fúteis, mas não desgrudávamos nenhuma hora do dia. Por isso eu cheguei a pensar que daríamos certo. Eu acreditei em nós quando eu estava mal e você veio tentar me fazer sorrir. Mesmo sabendo que o motivo pra eu estar assim era você. Eu sabia que o meu motivo de sorrir, ás vezes, era o mesmo que me fazia chorar. Só que eu não ligava, eu esquecia de tudo isso quando estava com você. É por isso que eu ainda acreditei em nós, porque apesar de todas as nossas brigas, a vontade de estar junto era muito maior. Eu acreditei em nós quando deixamos o orgulho de lado e voltamos a nos falar. E acredite, o nosso orgulho era enorme. Mas o que sentíamos, era maior ainda. Eu acreditei que pudéssemos dar certo quando você se mostrou diferente da maioria das pessoas. Da maioria não, de todos. Eu acreditei que você pudesse ser diferente, só por ter esse teu jeito, só por cuidar de mim de um jeitinho que só você cuidava. Eu acreditei em nós, achando que iriamos ter um futuro juntos. E por incrível que pareça, eu ainda acredito em nós. Eu ainda te espero, mesmo sabendo que você foi e, dessa vez, não volta mais.
Nathalia V.