Tem dia em que você quer um colo, mais nada. Porque de vez em quando tudo que a gente precisa é isso, se cercar de carinho e nada mais. Sem palavras, só presença física. —Clarissa Corrêa
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
“Sei que não esta sendo fácil, nunca pensei que seria. E é verdade que há um tempo atrás cheguei a acreditar de que podia melhorar esse meu jeito, mas se passaram algumas horas e desistir de tentar mudar. Isso afasta as pessoas, estraga os
amores e principalmente enfraquece os sentimentos, mas foi assim que me deixaram, esse é só o resultado do que a vida me obrigou a ser. Tenho saudade de sentir, qualquer coisa não importa o que e saber ao certo o sentido de tal. Eu tenho vontade de viver, da mesma forma descontrolada que vivia antes, mas cansei […] é tudo muito vago, muito vazio. É complicado demais para o pouco que me permito entender. E amor? Não reconheço, acho que mudaram o significado e esqueceram de me avisar. Solidão? É companheira, anda aqui de mão dada sempre ao meu lado. E você? Boa pergunta, me pego pensando todos os dias, não só em você, mas em nós. Todos nós que estivemos juntos a vida toda e hoje, já não somos mais nada. Em nós, que um dia dividimos nossos maiores segredos e agora corremos para escondê-los. Nós […] que fomos amigos, companheiros e deixamos o tempo levar sem dó tudo que juntos construímos. E é tarde demais pra tentar mudar, restou lembranças e hoje, se salva quem tenta lembrar.”
“A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos. Tudo bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.”
— Chico Xavier
— Chico Xavier
Cada vez mais me convenço de que ‘uma virgula não substitui um ponto final por muito tempo‘. Será que estou tomando o caminho errado mais uma vez? Espero chegar a respostas pra todas as minhas perguntas, pra todos os meus medos. Só não queria no final chegar a mesma conclusão de todas as outras vezes, que a melhor forma de não se magoar é fingir que não se tem um coração.
“A chuva sempre me fez refletir. Sei lá, penso em tudo. Passado, presente, futuro. Planos rabiscados, sonhos entalados na garganta, vontades pela metade, coisas assim. Todo mundo tem pedaços soltos. Fico pensando em tudo que eu quis um dia. Em tudo que deu certo. Em tudo que modifiquei. Em tudo que ainda quero. Em todas as saudades que sinto.”
— Clarissa Côrrea
— Clarissa Côrrea
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