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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

“Um dia eu fui solteira. E, como toda boa solteira, saía para me divertir. Frequentava barzinhos, festas com bebida, sorrisos e risadas. Era bom e eu gostava. Até que um dia as coisas mudaram. Virei uma solteira chata. Não gostava mais do som alto, de gente desconhecida esbarrando em mim, de pessoas efusivas demais. Um dia eu fui solteira. E, como toda boa solteira, de vez em quando batia a vontad
e de ter alguém. Sabe como é, achava legal ver casais no cinema. Ela com a cabeça encostada no ombro dele, um saco de pipoca para dois, beijinhos e mãos dadas. Sentia vontade de ter aquilo na minha vida. Sentia vontade de ter alguém para abraçar, dormir e acordar junto. Sentia vontade de sair por aí meio sem rumo, de mãos dadas e coração grudado.”
— Clarissa Corrêa

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