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terça-feira, 22 de abril de 2014

"Eu nunca prestei atenção em aula de filosofia, mas meu professor estava comentando alguma coisa que eu parei tudo o que estava fazendo pra ouvir o que ele tinha pra dizer. Ele velho, cansado e muito vivido. Olhou pra sala toda, deu uma pausa e disse: Quando você ama, você não usa a razão. O sentimento simplesmente fluí dentro de você. E quando você quer esquecer alguém, você também não usa a razão. O sentimento simplesmente sai de você sem que você faça esforço algum. E depois ele completou: Não adianta mesmo tentar tirar um sentimento de você a força, as coisas acontecem naturalmente, no seu devido tempo."
"Relacionamento não é só prazer. Não é só festa, viagem, risada, diversão, brinde, sexo, beijo, cumplicidade. Relacionamento tem fase chata, de vez em quando tem briga, discussão, chatices, rotina, implicâncias, ciúme, bate boca. A gente tem que lidar, conviver e amar uma pessoa que veio de outra família, outro mundo, tem outra criação, outros costumes, outros pensamentos, outro jeito de viver. Você tem que aceitar aquela pessoa como ela é, e isso dá muito trabalho. O amor é lindo sim, e ele é a maior recompensa para quem não tem medo de enfrentar os próprios medos e os medos do outros. É querer estar com a pessoa independente de qualquer coisa ou situação. Pelo simples fato de estar junto"
E enquanto eu lia as mensagens antigas no meu celular, encontrei uma sua que dizia “eu te amo, não esquece”. É, e engraçado… Acho que quem esqueceu foi você.
"Ao ver uma pessoa triste, nunca sei se ela tem motivos, ou se apenas pensa demais. O simples ato de pensar em excesso te leva à uma discordância infinita com a realidade, quem muito pensa enxerga o mundo sem enfeite, sem maquiagem. Grandes pensadores carregam dores maiores do que conseguem descrever." 

— Sean Wilhelm.
"Decidi seguir em frente, optei por não olhar mais para trás. Não que eu tenha esquecido, mas hoje estou preferindo, simplesmente, não lembrar."
“Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.”
— Caio Fernando Abreu.

“Desculpa por ser assim. Desculpa se a vida não se faz bonita para mim quando abro a janela do quarto, do mundo, da alma. Desculpa pelas minhas urgências sentimentais que me cercam a todo momento. Me sento para raciocinar e acabo pensando nas alegrias pulverizadas que não me deixam seguir um momento duradouro sequer, pois em nenhuma fase da vida eu fui realmente feliz por completo. Não sei se você vai me entender, e não é esse o meu objetivo aqui. Eu só quero pedir desculpas pelas falhas e descompassos causados pela minha ânsia de acertar tudo, sendo que na maior parte das vezes eu só consiga fazer o que há de mais errado. Não é por mal, nunca foi por mal, nunca será por mal, o mal não é o que eu faço. O mal é um defeito de fábrica que me pegou desprevenido quando nasci, mesmo sem saber de tal posse. Eu não tive escolha. E hoje, quando tenho escolha, não sei escolher o que é certo. Me desculpe se eu não sei ser alguém interessante, os bens motivacionais mais preciosos que eu tinha se perderam em uma via alternativa de ilusões e rancor, e na hora de assumir uma posição corajosa, o máximo que consegui foi ter medo e me esconder. Esse infinito receio de buscar um caminho diferente me perseguiu tanto, que acabei cedendo as minhas fragilidades ao mundo e desisti de me ajustar. Minha vida seguiu para vários lugares e levou uma parcela das minhas qualidades para cada um deles, sem ter chance nenhuma de recuperação. Sei que você não merece aguentar minhas loucuras e a cadeia de desastres que criei, mas se não for pedir muito, me desculpa pela minha incapacidade de ser eu.”
— Junior Lima.